Tem algo que pelo qual venho sendo criticado ultimamente, e percebo o quanto é fácil ser criticado quando se tem um pensamento diferente das massas.
Eu tenho um pensamento, que combinou muito bem com a minha formação de publicitário: eu não acredito muito na mídia. Certamente que não vivemos mais aquela época de ditadura onde a imprensa era censurada e ao mesmo tempo aliada do governo, muito ao estilo o Grande Irmão (*1984 de George Orwell) o qual hoje se apresenta de outra forma, hoje a ditadura é a do dinheiro e da sobrevivência.
Ok, pode parecer óbvio, até mesmo porque esses elementos nunca deixaram de ser questões de suma importância para o desenvolvimento de qualquer ser humano que se preze, mas certamente esses elementos ganharam mais importância do que fatores políticos já ganharam em alguma época anterior.
Os meios de informação atualmente visam sua própria sobrevivência mais do que sequer fizeram anteriormente, pois canais de TV aberta em especial sobrevivem de publicidade, ou seja, de anunciantes, anunciantes os quais precisam anunciar constantemente para sobreviver a concorrência frenética do varejo, sempre divulgando novos produtos ou reforçando a sua marca para permanecer na mente do consumidor.
Porém para que as emissoras de TV aberta possam ser alvos desses anunciantes, pois também têm concorrentes, precisam ter audiência, também conhecida como Ibope, e apra ter Ibope é necessário construir credibilidade e além dela é necessário construir e encontrar chamarizes que atraiam o público consumidor para que seus anunciantes sejam vistos, ou seja, tudo isso leva à massificação da mesma informação.
Notícias como a do caso Isabella tem sido encontradas em suas várias formas e variações pela mídia, não para revelar uma verdade, não para informar o público, ma sim para garantir sua audiência, seu dinheiro, sua forma de poder que praticamente supera a do poder político, por mais que existam em uma aparente harmonia, ora criticando ora ajudando, apenas como lhe convir sem muito receio de sofrer ataques pois o poder político hoje, pelo menos no Brasil, perdeu o poder que já teve, perdeu a preocupação que já teve para o público.
Hoje pensamos que o brasileiro é um povo acomodado com as indiscrições políticas veiculadas pela mídia interessada em ibope, na verdade, como mencionado na revista Superinteressante deste mês, a morte de uma criança já teve menos importância do que a morte de um cavalo na idade média, e hoje no Brasil a nossa prioridade deixou de ser afrontar o poder político, a ditadura, não só porque temos mais "liberdade" de escolha através das eleições diretas e do voto nulo e alguns códigos de ética aplicados durantes as eleições (diga-se de passagem, pouco cobrados ou cumpridos), porque a prioridade se voltou para a sobrevivência da família, o lado humano tem prevalecido nas questões cotidianas, ser um mártir e morrer pela política não é mais uma opção, apesar de em alguns cantos do mundo haverem homens bomba ainda são minoria, mas ser um mártir pela família se tornou mais sagrado, mais recompensador olhar para objetivos menores quando se olha a partir de uma visão macro, paramos de ver com os dois olhos, e começamos a ver com apenas um, porque, mais do que nunca, o ideal se tornou o inimigo do bom.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Small-lame-ville

Demorou, mas sobrou para Smallville também.
Confesso que tenho alguma simpatia pela série ainda, mas a forma como subestimam o público com dramalhões e situações repetidas saturou!
Primeiro que passa-se praticamente de 5 a 6 temporadas com aquele drama chato "Lana, amo você mas não posso estar com você", lembrando mais um "Beverly Hills/The OC" do que necessariamente uma série sobre super-herói, não que não deva haver uma certa dose de romance em histórias como essa, mas esse fator ficou superestimado pelos produtores na minha opinião.
As incríveis e fatídicas coincidências de quando Clark aparece utilizando seus poderes, alguém desmaia para não presenciar, até mesmo porque não conseguiriam repetir uma desculpa de forma repetida que eliminasse a memória das testemunhas, afinal, isso não é MiB. Enfim, receita enjoada!!! Sorte tudo bem, agora sempre nem pé de coelho que se alimentou de trevo de quatro folhas resolve.
Agora na sétima temporada que parecia que o drama Clark e Lana teria algum rumo (diga-se de passagem, será que vai sobrar espaço pra Lois com tanto bla bla bla?), tanto a Kristin Kreuk (Lana) quanto o Michael Rosenbaun (Lex) ja avisaram que por interesses próprios terão de participar cada vez menos da série (uha!), ou seja, fim do drama entre Clark e Lana de modo forçado? Só assim né? Se não ficavam enrolando por mais temporadas possíveis!
Tem outra coisa que não consigo esquecer, se não me engano no começo da 6ª temporada, Chloe está presa num silo de míssel desativado sobre Smallville (a vantagem da cidade ser fictícia é que tira e põem o que precisa da cidade, que por mais que pareça absurdo, não irá parecer tão absurdo), ela sem facas ou qualquer outra ferramenta, se solta das cordas amarradas em seus punhos que caem como se nem tivessem sido amarradas, apenas caem(!!!!!) e ela se solta e consegue desativar os silos... Acredito que outras pessoas que acompanhem de perto a série devem saber e lembrar de mais cenas ridículas como essa.
Até que enfim conseguiram melhorar a tensão da sétima temporada, (spoilers) com Lex matando o próprio pai, diga-se de passagem, foi uma quebra de clima muito radical pro ritmo morno habitual da série.
Vamos ver que rumo toma a situação... mas que já foi mais interessante, ah sim, já foi...
E puta que o pariu!!!! Ele não aprendeu a voar!!!!!! OMFG!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
"Super" Máquina 2008 - não se empolguem!
Vocês lembram disso?

Pois é, num surto de baixa criatividade, dos produtores de seriados, resolveram trazer dos mortos a idéia, que de início parece interessante, afinal efeitos especiais, recursos tencológicos de hoje em dia são bem modernos, daria espaço para histórias mais interessantes, e olhando essa foto você também espera que a coisa tenha ficado boa, porém...

...pra dizer a verdade, é o que salvou o seriado de ser um completo fracasso. O KITT está ótimo, interpretando até melhor que os atores! Por aí você já começa a ter idéia de como foi ruim!
**** spoilers ****
Poderiam ter feito de tudo pra fazer uma série legal, mas já começaram cagando desenterrando uma história de 25 anos atrás!!!! Porque não começaram uma história nova!?!? Do zero? Como se nada tivesse acontecido! Porque 25 anos depois fariam um segundo KITT? História pra boi dormir.
Aí começam a explorar a vida íntima dos personagens logo de cara, já dá mais uma idéia de American Pie, uma agente FBI lésbica e um herói mulherengo e bom vivan enrolado em dívidas que poderiam matar o seu amigo sonso.
Não tenho nada contra o estilo de vida dos personagens, mas já explicitaram algo que poderiam ter feito um mistério, um pequeno drama... mas já escancaram tudo de cara!
Voltando a falar da agente pouco expressiva do FBI, que por isso me lembra a péssima performance do ator que interpretou o Sylar na primeira temporada de Heroes, to pra ver policial de tamanha ingenuidade e de conduta tão estranha. Parece mandar mas age sozinha, confia no delegado mais suspeito e o faz seguir pra cima e pra baixo... pera, onde é que já se viu delegado local andar pra cima e pra baixo em investigações do FBI como se fosse um parceiro recém-adotado!? Nem no Supernatural, nem no Arquivo-X, nem em novela mexicana (talvez) e nem no Bob Esponja!!!
O inventor que viva com um sósia como forma de se proteger (razoável)... diga-se de passagem, uma casa com tecnologia do pentágono desprotegida daquele jeito, cheio de brinquedos eletrônicos, por favor, é subestimar a inteligência de quem assiste, parecia casa do tio! Até o carteiro invadia a casa!
Sem falar no entendimento do casal que resolvem reatar como se nada tivesse atrapalhado, pior que as dicussões amorosas de Smallville!
E ainda tentam explicar que o garoto é filho do Michael Knight... quem lembrar da série antiga vai saber que o cara não tinha família não!!!
Vilões péssimos, acidentes que não acontecem com tudo pra acontecer... realmente, é incrível como as coisas são, lembro que demitiram o cara que aprovou o orçamento super caro de Lost, e um cara que aprova uma porcaria dessa continua trabalhando? Sem comentários!
Se quiser compartilhas das mesmas opiniões, pegue o episódio via torrent aqui e as legendas você pode procurar aqui.
Um trailer pra você curtir e chorar depois aqui e a abertura com a música do original aqui
Eu avisei né!

Pois é, num surto de baixa criatividade, dos produtores de seriados, resolveram trazer dos mortos a idéia, que de início parece interessante, afinal efeitos especiais, recursos tencológicos de hoje em dia são bem modernos, daria espaço para histórias mais interessantes, e olhando essa foto você também espera que a coisa tenha ficado boa, porém...

...pra dizer a verdade, é o que salvou o seriado de ser um completo fracasso. O KITT está ótimo, interpretando até melhor que os atores! Por aí você já começa a ter idéia de como foi ruim!
**** spoilers ****
Poderiam ter feito de tudo pra fazer uma série legal, mas já começaram cagando desenterrando uma história de 25 anos atrás!!!! Porque não começaram uma história nova!?!? Do zero? Como se nada tivesse acontecido! Porque 25 anos depois fariam um segundo KITT? História pra boi dormir.
Aí começam a explorar a vida íntima dos personagens logo de cara, já dá mais uma idéia de American Pie, uma agente FBI lésbica e um herói mulherengo e bom vivan enrolado em dívidas que poderiam matar o seu amigo sonso.
Não tenho nada contra o estilo de vida dos personagens, mas já explicitaram algo que poderiam ter feito um mistério, um pequeno drama... mas já escancaram tudo de cara!
Voltando a falar da agente pouco expressiva do FBI, que por isso me lembra a péssima performance do ator que interpretou o Sylar na primeira temporada de Heroes, to pra ver policial de tamanha ingenuidade e de conduta tão estranha. Parece mandar mas age sozinha, confia no delegado mais suspeito e o faz seguir pra cima e pra baixo... pera, onde é que já se viu delegado local andar pra cima e pra baixo em investigações do FBI como se fosse um parceiro recém-adotado!? Nem no Supernatural, nem no Arquivo-X, nem em novela mexicana (talvez) e nem no Bob Esponja!!!
O inventor que viva com um sósia como forma de se proteger (razoável)... diga-se de passagem, uma casa com tecnologia do pentágono desprotegida daquele jeito, cheio de brinquedos eletrônicos, por favor, é subestimar a inteligência de quem assiste, parecia casa do tio! Até o carteiro invadia a casa!
Sem falar no entendimento do casal que resolvem reatar como se nada tivesse atrapalhado, pior que as dicussões amorosas de Smallville!
E ainda tentam explicar que o garoto é filho do Michael Knight... quem lembrar da série antiga vai saber que o cara não tinha família não!!!
Vilões péssimos, acidentes que não acontecem com tudo pra acontecer... realmente, é incrível como as coisas são, lembro que demitiram o cara que aprovou o orçamento super caro de Lost, e um cara que aprova uma porcaria dessa continua trabalhando? Sem comentários!
Se quiser compartilhas das mesmas opiniões, pegue o episódio via torrent aqui e as legendas você pode procurar aqui.
Um trailer pra você curtir e chorar depois aqui e a abertura com a música do original aqui
Eu avisei né!
Tranqueiras.com
Se não bastassem novas siglas o internetês é cheio de novos nomes, no mínimo estranhos.
Vou começar a listar alguns pelo o que vem a mente:
Kaaza, Azureus, Joost, ICQ ("I See Queue" que vira "I Seek You" em português "eu te procuro", Jabber, Orkut, Blog, Google, Yahoo, MMORPG, bla bla bla... enfim, mas o que eu mais fiquei surpreso são os microblogs e os nomes dos microblogs:
O formato em si não é a grande novidade a respeito dos microblogs, mas sim o que ele te convida a fazer: dizer o que você está fazendo agora.
Tanto que é a principal idéia vendida no site do Twitter (e da sua versão brasileira, Gozub, feinho diga-se de passagem) - "o que você está fazendo agora?"
Basicamente teria mensagens do tipo "estou no trabalho pensando em ir embora", "assistindo tv", "no telefone com ciclano falando sobre beltrano", etc... trazendo aí a real idéia de um log (registro) de atividades, e pouco descritivo, daí o micro (mas quando uso parece instant). E sim, você pode começar a conversar com o dono do microblog entre um post e outro, aí parece IM público, ou o popular Scrap/recado do orkut.
Como disse a Re: "poxa, big brother?"
Basicamente isso, mas sem fotos ou filmes (ainda!!! não duvide nada daqui há alguns anos aparecerem alguns tipos assim).
Um big brother próprio, claro que você conta o que você quer contar e também mostra somente para quem quiser, sim, tem a opção de privacidade! Só não sei seus limites.
Mesmo assim, se fosse para uso próprio, para observar o próprio comportamento, ou a própria rotina para algum estudo próprio sobre si mesmo e sobre o que precisa ser mudado, mas não, seria exibicionismo? Seria... alguma necessidade extrema de atenção? Independente das necessidades embutidas, algum publicitário ou marketeiro irá começar a usar isso como fonte de análise do mercado e targets, afinal, você consegue saber os hábitos dos seus consumidores, porque não utilizar isso de forma produtiva?
Imagino pilantras empolgados com a idéia, se não tomarem cuidado vão descobrir o que foi feito quando disse ter feito outra coisa! Ahahahha imagina cair em mãos erradas. Aí vai da burrice de cada um, ou da necessidade de ser flagrado rs.
De uma certa forma, todos buscam estar conectados com a rede, conectados com as pessoas, mesmo que superficialmente, um tipo de resumo de relacionamento e interação social, um amenizador de solidão da era moderna?
Isso me faz pensar se a internet é que está mudando a forma como as pessoas estão se relacionando, mas aí é a mesma coisa que um casal de pais dizer que a culpa são dos amigos do filho por ele estar fazendo as besteiras que está fazendo, a verdade é que cada um faz o que quer e quando quer, sem hipocrisia, então a conclusão que se chega é: as pessoas fazem o que querem e como querem da internet pra se relacionar. E por aí já se conclui muito mais. Bem vindo a outro indício da "Matrix".
Vou começar a listar alguns pelo o que vem a mente:
Kaaza, Azureus, Joost, ICQ ("I See Queue" que vira "I Seek You" em português "eu te procuro", Jabber, Orkut, Blog, Google, Yahoo, MMORPG, bla bla bla... enfim, mas o que eu mais fiquei surpreso são os microblogs e os nomes dos microblogs:
- Twitter - caiu bem, microblog o twitter e o blog seria o subwoofer?
- Jaiku - Finlandês? Sueco? enfim, aqui no Brasil não vai soar muito bem
- Pownce - OWN? ONCE? POW? sinceramente, sem muitas idéias do porque, ainda não fucei no site deles pra saber o porque
O formato em si não é a grande novidade a respeito dos microblogs, mas sim o que ele te convida a fazer: dizer o que você está fazendo agora.
Tanto que é a principal idéia vendida no site do Twitter (e da sua versão brasileira, Gozub, feinho diga-se de passagem) - "o que você está fazendo agora?"
Basicamente teria mensagens do tipo "estou no trabalho pensando em ir embora", "assistindo tv", "no telefone com ciclano falando sobre beltrano", etc... trazendo aí a real idéia de um log (registro) de atividades, e pouco descritivo, daí o micro (mas quando uso parece instant). E sim, você pode começar a conversar com o dono do microblog entre um post e outro, aí parece IM público, ou o popular Scrap/recado do orkut.
Como disse a Re: "poxa, big brother?"
Basicamente isso, mas sem fotos ou filmes (ainda!!! não duvide nada daqui há alguns anos aparecerem alguns tipos assim).
Um big brother próprio, claro que você conta o que você quer contar e também mostra somente para quem quiser, sim, tem a opção de privacidade! Só não sei seus limites.
Mesmo assim, se fosse para uso próprio, para observar o próprio comportamento, ou a própria rotina para algum estudo próprio sobre si mesmo e sobre o que precisa ser mudado, mas não, seria exibicionismo? Seria... alguma necessidade extrema de atenção? Independente das necessidades embutidas, algum publicitário ou marketeiro irá começar a usar isso como fonte de análise do mercado e targets, afinal, você consegue saber os hábitos dos seus consumidores, porque não utilizar isso de forma produtiva?
Imagino pilantras empolgados com a idéia, se não tomarem cuidado vão descobrir o que foi feito quando disse ter feito outra coisa! Ahahahha imagina cair em mãos erradas. Aí vai da burrice de cada um, ou da necessidade de ser flagrado rs.
De uma certa forma, todos buscam estar conectados com a rede, conectados com as pessoas, mesmo que superficialmente, um tipo de resumo de relacionamento e interação social, um amenizador de solidão da era moderna?
Isso me faz pensar se a internet é que está mudando a forma como as pessoas estão se relacionando, mas aí é a mesma coisa que um casal de pais dizer que a culpa são dos amigos do filho por ele estar fazendo as besteiras que está fazendo, a verdade é que cada um faz o que quer e quando quer, sem hipocrisia, então a conclusão que se chega é: as pessoas fazem o que querem e como querem da internet pra se relacionar. E por aí já se conclui muito mais. Bem vindo a outro indício da "Matrix".
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